
Entornada em pranto líquido,
Em filetes grossos
De prata.
Lívida era
A minha face,
E o vento acariciava
Os meus cabelos
De repente,
Transformados
Em hastes
Ferindo pontas de dedos.
Viajei na madrugada
Libertei fantasmas,
E encontrei
A magia das mandrágoras,
E quando cortei
As dores pela raiz,
Mais alto elas choraram.
Jogada em leitos
De rios de quimeras,
Sou afluente de tudo,
E me encontro,
Se devoro as flores
Antes dos frutos,
Se sou ave,
E aspiro o pólen,
E sorvo o néctar,
E de gritos
Eu preencho
Os meus ouvidos internos,
E nas línguas de fogo
Do lirismo,
Eu me queimo.










