11 de janeiro de 2009

A DONA DOIDA





A DONA DOIDA


Tenho é fome de alegria
Daquela escrita leve,
De uma poesia que me leve
Em suas asas.

Milênios de vontades
E de desejos insatisfeitos,
Na boca enorme do meu ventre
Em sua dança.

No compromisso de escrever,
Essa sina estranha,
Me recompor de letras
Viradas tantas vezes pelo avesso,
Em seu desenho.

Abandono as torres de um castelo
Imaginário,
Corro às tontas,
Só me dou conta de mim,
Em uma Adélia,
” A dona doida”.

PRÊMIO DARDOS





Este é o primeiro prêmio recebido pelo meu blog. Agradeço ao amigo "Outono" do blog: www.pretexto-classico.blogspot.com pelo respeito e generosidade com minha poesia, especialmente por compartilhar.
Muito obrigada!

“Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”


Este prémio obedece a algumas regras:

1) Exibir a imagem do selo;
2) Linkar o blog pelo qual se recebeu a indicação;
3) Escolher outros blogs a quem entregar o Prémio Dardos.
Faço as minhas indicações entre muitos blog's que aprecio:

www.amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

www.celtiberio.blogspot.com

www.o-ente-do-ser.blogspot.com

www.marsonhos.blogspot.com

www.noitedemel.blogs.sapo.pt

www.nimbypolis.blogspot.com

www.osinodaaldeia.blogspot.com

www.prosas-e-versos.blogspot.com

www.stoneartportugal.blogspot.com

4 de janeiro de 2009

A MINHA ALMA PENSA QUE SOU TRISTE




Pensa que sou triste,
A minha alma.
Acredita até quando
O meu corpo
Explode em risos,
Minha alma pensa
Que sou santa.
E mesmo quando
O meu gesto
É lúdico,
Dança uterina,
Ela pensa
Que sou mansa.
Mesmo quando
Sob o rio lento
Das minhas palavras,
Reina absoluta,
A lava,
Incandescência.
Ela pensa
Que sou calma,
A minha alma pensa
Que sou boa.
Não sabe ela
Que, louca,
Eu deslizo na ponta
Da navalha,
O meu vestido
Bordado de esperança,
E tenho delírios,
Alucinados vôos.
A minha alma pensa
Que sou triste,
A minha alma.