
Tortuosos
Os caminhos de dentro.
Seguir a fantasia
O horizonte sem alcance
O intangível corre
Com a ilusão.
Há um cansaço
No vidro dos olhos
De tanto rodar aventuranças
E filmes antigos.
Eu peço
Licença de não sonhar
Momento isento
Entre o azul do céu
E um negro tormento.
Tenho uma gaveta
De papéis e estrelas roubadas.
Eu tenho mil disfarces
Para o mal de sonhar.
O silêncio fechado num leque
De poemas
Eu abro num rompante.
Nele, eu silencio
Paisagens
Corpos
Luas que nunca existiram.
E a alma corre
Seu caminho de dentro
Lavra em seu delírio
As pedras brutas
Do sonho.
Os caminhos de dentro.
Seguir a fantasia
O horizonte sem alcance
O intangível corre
Com a ilusão.
Há um cansaço
No vidro dos olhos
De tanto rodar aventuranças
E filmes antigos.
Eu peço
Licença de não sonhar
Momento isento
Entre o azul do céu
E um negro tormento.
Tenho uma gaveta
De papéis e estrelas roubadas.
Eu tenho mil disfarces
Para o mal de sonhar.
O silêncio fechado num leque
De poemas
Eu abro num rompante.
Nele, eu silencio
Paisagens
Corpos
Luas que nunca existiram.
E a alma corre
Seu caminho de dentro
Lavra em seu delírio
As pedras brutas
Do sonho.
Sandra Fonseca