24 de maio de 2009

DESIDERATA



Maldisse
O meu resquício de asas
A voz interior
Das mágoas
Que precipitam em mim
Essas canções.

Tantas vezes tentei morrer
Um tiro certeiro
No pé da minha palavra
Acerta o coração
Acende a solidão
Milhões de olhos-holofotes
Apontam
A mesma direção.

Despida a flor de bem-querer,
Secada a fonte
Nada demove
A força do verso
Que invade.
Chegado ao fim
Volta ao início
Uma chave na mão
E um baú de sentimentos.

Um fogo primitivo
No côncavo do gesto
E a espera infinita
Do homem da noite.


Sandra Fonseca

11 de maio de 2009

THALITA


É como um grande amor que nunca finda

Metades de ternura e desafio

A vida, uma grande festa por um fio

Correndo em teu olhar criança ainda.


Ventura é tua vida que começa

Certeza, o meu amor que te garante

Fazer do teu sorriso, esse instante

Impresso em minha vida qual promessa


A minha flor- de-maio, flor-menina

Há de viver num sonho a sua sina

Há de brilhar estrela de grandeza


Igual ou bem maior que o próprio sol

Um anjo ao teu redor como um farol

Protege a tua luz, tua beleza.



Feliz aniversário, Tita.

Mamãe ama!

11/05/09


10 de maio de 2009

CONCEIÇÃO B. E SEU NOVO LIVRO

A autora Conceição Bernardino e a Editora Mosaico de Palavras, têm a honra de convidar V.Exas. a estar presente na sessão de lançamento do livro “Linhas Incertas”, que terá lugar no próximo dia 30 de Maio, pelas 15.00 horas, na Casa Museu Teixeira Lopes, na Rua Teixeira Lopes, 32 – V.N.G (perto da Câmara de Gaia).

Prefaciado pela Doutora Goreti Dias

Os textos de Conceição Bernardino não escapam à descoberta de um determinado ponto de vista, ou seja, ao inevitável pressuposto de um sujeito, já que não existe uma análise absolutamente neutra, sem indivíduo. Cada poema é uma situação de comunicação em que a subjectividade dá lugar à apresentação claramente incisiva de alguém que gira nas esferas de valores observadas e colhidas na sociedade, ciência, moral e arte, a reflexão de um acto de conhecimento da autora em contacto com o mundo real, as suas injustiças, guerras e desamores. (…)

A poesia de “Linhas incertas” tem uma força imagética que nos roça a pele e penetra a carne, uma magnitude que, poesia dentro, se faz a cada verso mais crua, mais real. A presença de predadores na esquina dos desprevenidos, dos simples e dos desprotegidos! Da passividade à actividade, o sujeito da enunciação instiga “Crentes do nada, do vazio, levantai a cruz,/que a morte cala todos os dias...” em “ Sexta-feira Santa”; as palavras oferecem-se à partilha da dor: “Sou um pedaço de carne/que atiram aos cães”, em “Retirem-me estes cadeados”.




A apresentação da obra será feita pela escritora Rosa Maria Anselmo


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